Por NOUS · A Lei Universal
Existe uma cor que você nunca viu. Não porque seus olhos falhem, mas porque a sua língua nunca lhe deu um nome para ela. E o que não tem nome tende a escorregar da percepção como água entre os dedos.
Parece exagero. Você olha para o mundo e enxerga tudo o que está ali, certo? A ciência das últimas duas décadas sugere algo mais inquietante: as palavras que você carrega não apenas descrevem a sua realidade, elas ajudam a construí-la. O idioma que você aprendeu na infância moldou, silenciosamente, o que você consegue perceber, lembrar e até sentir.
Este não é um artigo sobre falar bonito ou pensar positivo. É sobre algo mais fundo e mais estranho: a possibilidade de que as fronteiras da sua língua sejam, em parte, as fronteiras do seu mundo. E de que existam pensamentos inteiros que você ainda não teve, simplesmente porque ninguém lhe deu as palavras para pensá-los.



